Em continuação ao post anterior seguimos com nosso estudo sobre o luto:

Para que o luto se conclua de forma saudável é preciso que o sujeito passe por 4 itens essenciais: aceitar a realidade da perda; trabalhar a dor que veio desta perda; ajustar a um ambiente em que o falecido está ausente; e transferir emocionalmente o falecido e seguir com a vida.

  1. Aceitar a realidade da perda: quando uma pessoa morte, o sentimento que de isso não aconteceu sempre acontece, mesmo que seja uma morte já aguardada. Então neste tópico devemos nos aperceber de que a pessoa realmente morreu e não voltará mais. Se porventura a pessoa que sofreu a perda a nega, isso poderá variar entre uma ligeira distorção do fato até um delírio de grande escala. Exemplos da negação da perda são as pessoas que aparentam que o fato foi menos significativo do que foi na realidade, ou, ficar com o corpo da pessoa que morreu por muito tempo antes de pedir ajuda, e ainda esquecer do rosto da pessoa perdida ou bons momentos passados com ela. Chegar a aceitação não é de um dia pro outro, leva um certo tempo, mas rituais como o funeral, por exemplo, ajudam nesta aceitação.
  2. Trabalhar a dor da perda: muitas vezes pensamos que somente a dor emocional acontece durante uma perda, mas dores como físicas e comportamental também ocorrem. Infelizmente tudo o que for feito para evitar o sofrimento prolongará este estado de luto e não contrário do que se pensou estenderá a dor por mais tempo. É preciso que sintamos, vivamos e saboriemos esta dor, conscientes de que em algum momento ela passará, pois de acordo com Bowlby (citado por Worden, 1991), quando negamos essa vivência da perda em algum momento vamos entrar em colapso normalmente em alguma forma de depressão.
  3. Ajustar em um ambiente em que o falecido está ausente:  o ambiente em que o falecido está ausente podem ser inúmeros e está relacionado ao papel que ele desempenhava, se por exemplo por uma esposa, ela pode ter o papel de mãe, de costureira, de companheira, de dona de casa e outros diversos. O ajuste necessário é seguir em diante fazendo as atividades que forem necessárias sem a pessoa que morreu e que as fazia, no caso do esposo, o ideal seria que ele conseguisse executar os papéis dela, ou seja, cuidar da casa, costurar as roupas dele e dos filhos, e os outros de acordo com a capacidade individual dele. A não completude deste item se daria quando o esposo não consegue fazer estas atividades sem se paralisar diante delas.
  4. Transferir emocionalmente o falecido e prosseguir com a vida: esta transferência é feita de forma com que o enlutado consiga seguir a vida, admitindo a ausência da pessoa em questão mas não deixando de viver sua própria vida. No exemplo do esposo, se daria após o tempo que para ele for necessário, mas conseguiria se apaixonar e namorar novamente, consciente de que perdeu alguém muito importante, mas que a vida não parou por aí. A forma negativa deste item seria a negação de voltar a amar e se relacionar com outras mulheres.

O luto termina quando estes itens são concretizados , em relação à duração do processo não há uma resposta única, variando devido à  situação, pessoa, contexto etc.  Um sinal de superação, de acordo com Rita Melo (2004) se dá quando o sujeito consegue investir suas energias em sua vida, nos vivos e nele mesmo, e sem dor.

Ainda resta-nos passar pelos estágios do luto, e estes serão vistos no próximo post: O Luto – parte 3, aguardem!

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Comentários em: "O Luto – parte 2" (3)

  1. […] com o tema na próxima postagem, na qual falaremos sobre os 4 estágios para superar o Luto. Até lá! -23.548943 -46.638818 Like […]

  2. Giselle disse:

    Você está de parabéns, muito bom o seu Blog…Você poderia procurar um professor para fazer iniciação cientifica nessa área…oh eu me intrometendo na sua vida rsrs foi apenas um toque..
    Parabéns mais uma vez

  3. […] Nesta terceira e última parte partiremos para o estudo das 5 fases do luto, como já mencionamos nos posts anteriores (Luto – parte 1 e Luto – parte 2). […]

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