De acordo com o dicionário de psicologia, a definição de canibalismo se constitui em: animais que devoram membros de sua espécie. Adaptando este conceito para o homem, surge o termo Antropofagia.

Não podemos falar de canibalismo sem falar de diferenças culturais e rituais religiosos, porque o que nos parece tão bizarro, para algumas culturas é extremamente comum. Os habitantes originais da Nova Zelândia, Indonésia e Austrália até antes do século XX faziam consumo da carne humana com o objetivo de incorporar os atributos que o morto possuía, como força, coragem etc. Aqui no Brasil os índios ianomâmes ainda usam cinzas de cadáveres nas pastas de bananas como forma de entrar em contato com as almas dos que já partiram.

Já os índios  da América pré-colombiana e os chineses da época da dinastia Chou (1122 a.C.-255 a.C), diferentemente de comer carne humana para realizar seus ritos religiosos, eles devoravam seus inimigos de guerra, como vingança, e para assimilar sua força e os serviam como prato principal em um jantar comemorativo.

Em situações extremas, como em casos de sobrevivência (canibalismo famélico), o antropofagismo também foi praticado, como no caso da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), entre outras situações que encontramos na história.

Com a disseminação do cristianismo e islamismo esta prática foi abandonada, e quando acontece hoje em dia, quase sempre está associada a transtornos psíquicos graves (canibalismo patológico), já que culturalmente não se pratica mais e religiosamente quase não se encontra mais registros da permanência destes hábitos.

Doenças como a esquizofrenia, transtornos graves de personalidade e a perversão sádica são as patologias mais relacionadas ao canibalismo patológico. No primeiro caso, a pessoa pode ter a sensação de que está se dissolvendo e sentir a necessidade de se reagrupar através da carne de outra pessoa, para ter de volta o próprio corpo. Alucinações também podem levar alguém a pensar que uma força pede ou exige que ele devore alguém para não ser perseguido, para cumprir uma missão etc., como no caso de Paul Reisinger, que assassinou seis mulheres entre 1779 e 1786 na Áustria, achando que enquanto comia o coração ainda palpitando teria sorte no jogo e poderia ser invisível. É importante frisar que em nenhumas destas doenças acima mencionadas, é regra que se cometa estes atos, muitas pessoas têm estas doenças e não cometem delitos violentos.

A continuação deste post se dará com uma segunda parte.

 Esta série é baseada no artigo de Nahlah Saimeh.

Aguardem!

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Comentários em: "Canibalismo – parte 1" (1)

  1. […] o post anterior da série Canibalismo, falaremos também das mais comuns expressões de amor como o ato de beijar, lamber,  morder, […]

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