Perversão

A palavra perversão vem do latim perversione que quer dizer perverter, tornar-se perverso, desmoralizar, corromper, depravar ou alterar. Refere-se a uma determinada estrutura psíquica e subjetiva. Na psicologia é utilizado para descrever um desvio (resultado destas estruturas) de comportamento humano considerados normais para um grupo social específico, considerando-se que o conceito do que é normal muda frequentemente de acordo com o tempo e lugar. O termo também é constantemente aplicado a desejos sexuais que não são considerados normais, como a pedofilia,o masoquismo, o sadismo, o voyeurismo, por exemplo. Antigamente o termo se aplicava também à masturbação, mas como prova de que o conceito de normalidade é alterado pelo tempo, hoje é tida como normal.

Porém, o conceito também pode ser aplicado a questões morais, tratando-se de tendências afetivas e morais contraditórias às do ambiente social em questão. Como exemplo, cito nosso código penal,no qual alguns comportamentos foram considerados perversos, como o atentado ao pudor e o atentado violento ao pudor.

Porém o que gostaria de focar, é a questão da anomalia psíquica, ou seja, o funcionamento cerebral, fora do normal, desta pessoa, seja por um déficit intelectual, instabilidade emocional, doença mental, etc. O comportamento de uma pessoa pervertida estaria relacionado ao nível intelectual dela, pois as pessoas que possuem um nível intelectual inferior seriam brutais, impulsivas, sem dissimulação dos seus atos e os indivíduos com um nível intelectual bom seriam dissimulados, astuciosos, agiriam de forma encoberta. De forma geral as pessoas que são perversas não sente ou não manifestam seus próprios desejos e necessidades, e submetem seus gestos à vontade de outros. Ao contrário do que acreditava Freud e Lacan, Masud Khan diz que eles não conseguem desejar, pois nunca souberam o que é isto, já que tiveram, desde a infância, suas vontades extirpadas pelos pais. Khan ainda diz que a inveja é  o que move o perverso, a inveja do desejo que o outro sente, pois seus próprios desejos o fazem infeliz, o perturbam, já que nunca foram aceitos ou suportados pelos pais e consequentemente por ele também.

De acordo com diversos estudiosos do tema, alguns comportamentos são característicos, como:

  • Sedução: ele seduz as pessoas para poder manipular e controlar. Usa o choro, a incitação sexual, seu poder financeiro e outras para ter em seu controle as demais pessoas. Ele sempre tira proveito da sedução.
  • Vampirismo: ele suga energia e recursos de outras pessoas para continuar vivendo. Se for um adulto, é comum que continue recebendo auxílio dos pais e parentes. Também pode aplicar golpes, como engravidar constantemente para viver de pensão. Não gostam do trabalho próprio para seu sustento.
  • Escolha narcísica do objeto: procura se relacionar mais intimamente com quem se parece com ele ou quem ele inveja, para que desta forma ele acabe se relacionando com ele mesmo. Quase nunca se preocupa com a necessidade do outro.
  • Mentira: é um mentiroso patológico, e o faz muito bem, convencendo a todos ao redor de que está certo. Utiliza a mentira para tirar vantagem, lucro dos demais, mesmo que traga prejuízos para eles. São muito teatrais e não possuem constrangimentos.
  • Problemas com autoridade, lei e/ou moral: sentem-se desconfortáveis quando têm que seguir alguma regra, ou quando estão sob a ordem de chefes, parceiro, juiz, etc. Quando são obrigados a fazer algo que não queriam sabotam o trabalho ou fazem mal feito.

Acredito ser importante frisar que a perversidade manifesta (psicopatia) não está necessariamente associada à perversão, já que perversidade e perversão não são a mesma coisa. Porém em casos mais graves de perversão, pode-se detectar evidências de perversidade (psicopatia).

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Comentários em: "Perversão" (1)

  1. […] sadismo sexual é uma prática incluída na categoria de perversões sexuais, na qual, o dominador inflige sofrimento físico, psicológico e/ou moral sobre sua […]

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