Arquivo para a categoria ‘Políticas Públicas’

Práticas Inovadoras – CREPOP

No site do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas há uma sessão especial para as práticas inovadoras da psicologia.

Psicologia em Álcool e outras Drogas ;

Atenção Básica à Saúde;

No sistema prisional;

DST e Aids. 

 

 

Debate Online: Desafios e Paradoxos da Atuação em Medidas Socioeducativas em Meio Aberto

“O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP) do Conselho Federal de Psicologia realizará, no dia 03 de maio de 2012, às 10h, o #DebateOnlineCFP sobre a Atuação dos Psicólogos em Programas de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, discutindo sobre os “Desafios e Paradoxos da Atuação em Medidas Socioeducativas em Meio Aberto: a Articulação entre o ECA e o SINASE”.

A conselheira Flávia Lemos participará do debate como mediadora. Participam do debate Gislei Domingas Romanzini Lazzaroto, Psicóloga e Professora do Departamento de Psicologia Social e Institucional do Instituto de Psicologia da UFRGS que contribuiu na elaboração do texto do CREPOP que está em consulta pública. Thelma Alves de Oliveira, Coordenadora do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SDH/PR). Perla Ribeiro, Cientista Política e Coordenadora Executiva do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal. Neste debate on line, os especialistas contribuirão para que possamos qualificar e aprofundar as diretrizes e referências para a atuação.”

S E R V I Ç O

Evento: Debate Online Atuação de Psicólogos em Programas de medidas Socioeducativas em Meio Aberto.

Quando: 03 de maio

Horário: 10h

Onde: http://www.cfp.org.br

Concentração no Vão Livre do MASP

“Cracolândia”

O que o Conselho Regional de Psicologia disse sobre esta ação:

“A ação policial, chamada de Ação Integrada Centro Legal e que está sendo realizada desde o dia 2 de janeiro, foi classificada pelos parlamentares presentes de “tresloucada”, “cruel” e “covarde”. “O que está acontecendo na região é uma tortura sistemática, contínua e permanente. Essa é uma ação criminosa praticada pelo Estado. É preciso que haja ações éticas, inteligentes e humanas: implementação de uma rede com Consultórios de Rua, Internação para casais e CAPS AD”, defendeu o Padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral dos Moradores de Rua.

Nos últimos dias, os principais jornais da capital paulista publicaram informações que comprovam que a cidade não possui uma rede efetiva de atendimento aos usuários que desejam se tratar. Ou seja, não há vagas necessárias para o número de pessoas que as procuram. Reportagem veiculada em 10 de janeiro pela Folha de S.Paulo, relata que usuários que buscaram tratamento esperaram por horas até a internação. A maioria desistiu. Enquanto a polícia militar reforça, em imediato, o número de policiais presentes na região, contando com o reforço até da Rota, o complexo de atendimento da prefeitura aos usuários ficará pronto apenas em março. A ação na cracolândia começou sem que houvesse nenhum tipo de centro que acolhesse os usuários retirados das ruas.

O coordenador do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria de SP, Carlos Weiss, afirmou que a operação policial na região central viola o direito dos cidadãos. “Somos favoráveis à soluções que busquem o bem estar da população. Mas não podemos compactuar com situações em que a segurança pública se distancia dos direitos humanos”, ponderou. A Defensoria está com um posto móvel na região e vem recebendo diversas denúncias de violações. Uma delas é de uma menor de idade, que foi atingida por um tiro de borracha na boca, o que gerou boletim de ocorrência como crime de tortura.

Ao final da audiência, alguns encaminhamentos foram tomados. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara vai cobrar explicações do prefeito e governador de São Paulo sobre a ação; parlamentares e entidades presentes na audiência, irão redigir um documento e encaminhá-lo ao Executivo municipal e estadual, exigindo a suspensão imediata das atividades policiais; haverá também a criação de um fórum com todas as entidades envolvidas para discutir problemas e ações comuns; todos os documentos e notícias divulgadas sobre a ação da polícia na região também serão encaminhados aos órgãos nacionais e internacionais de defesa de direitos humanos.

Os movimentos sociais e entidades também estão se mobilizando contra a ação. Neste sábado, 14 de janeiro, a partir das 14h, o coletivo DAR (Desentorpecendo a Razão) organiza o “Churrasco da Gente Diferenciada” na esquina das ruas Helvétia com a Dino Bueno; já no dia 25, aniversário de SP, entidades estão mobilizando uma passeata (ainda não há local definido para o ato).

O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP SP) e o Conselho Federal de Psicologia repudiam a ação policial organizada pelo Estado no centro de SP. O CRP SP entende que uma verdadeira política de combate ao crack deve ser realizada de maneira intersetorial, envolvendo segurança pública, saúde e assistência social. Criminalizar os usuários de drogas, tratando-os como caso de polícia, não irá, de fato, resolver a questão. ”

Fonte