O principal objetivo da terapia psicológica, não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor.

Carl Jung

Sadismo Sexual

sadismo sexual O sadismo sexual é uma prática incluída na categoria de perversões sexuais, na qual, o dominador inflige sofrimento físico, psicológico e/ou moral sobre sua vítima.

Alguns sádicos se sentem perturbados por suas fantasias, que envolvem o controle total sobre seu parceiro.

O que causa a excitação sexual é o sofrimento do outro.

É extremamente comum, dentro deste contexto, o uso de objetos que inflija dor, como chicotes, choques elétricos, itens para fazer queimaduras, facas, vendas, amarras, etc.

Geralmente, é uma prática crônica e sua gravidade tende a aumentar com o tempo.

Quando feito sem o consentimento do outro, alguns casos podem chegar a morte, principalmente se associado à psicopatia.

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Feliz Natal!

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Mitos Infantis

papai-noelAproximando-se o Natal, época em que o bom velhinho faz a festa, acredito ser interessante pensarmos sobre o efeito, nas relações adultas,  da descoberta da ficção de personagens que durante a nossa infância são mais do que reais. Esta descoberta acontece, geralmente, por volta dos 6 ou 7 anos. Algumas crianças não se lembram de quando o personagem desapareceu de suas vidas, mas muitas lamentam a desilusão que passaram. Esta fase é uma época da vida infantil em que é preciso deixar o mundo encantado para trás, o que resulta em perdas e ganhos. O bicho papão vai embora, mas também a fada dos dentes.

Alguns adultos acreditam que estes mitos são tolices e vêem este desaparecimento como algo necessário para o processo de amadurecimento, o que não é totalmente uma inverdade, no entanto, desconsideram aspectos importantes. Esta etapa é fundamental para a constituição das bases de relacionamento com o outro e consigo ao longo da vida, pois trata-se da natureza das relações que a criança mantém com as pessoas que estão à sua volta que de uma forma ou de outra acabaram mentindo para ela, para sustentar os personagens.

 A garantia de continuar a receber presentes, parece minimizar o trauma da verdade sobre os mitos. O fato de fazerem parte do círculo das pessoas grandes/adultas, que acontece como rito de passagem, suaviza a perda da fantasia e lhe dá uma vantagem sobre as crianças menores por compartilhar uma missão de confiança, que seria guardar o segredo.

Gérald Bronner aconselha a parar de mentir para ela a partir do momento em que ela começa a ter dúvidas sobre a veracidade dos personagens e histórias, porém, não de uma forma rude ou brutal, deve-se utilizar de ternura e bondade com o sentimento e ilusões da criança, proporcionando que ela tenha uma maior iniciativa para desvendar o mistério sobre o objeto de sua curiosidade. No entanto, se a criança ainda não estiver preparada para encarar a verdade, é melhor aguardar o momento certo.

A última questão pendente: é necessário mesmo fazer a criança acreditar em Papai Noel? Não seria uma maneira de fazer com que tenham decepções no futuro? É claro que quem decide isso são os pais, e eles têm liberdade para tanto, porém, devemos lembrar que as relações que elas estabelecem em sua infância influenciarão as demais, quando adultas.

Acredito ser importante começarmos definindo o que é instituição, portanto: “Organização de caráter público ou semi-público que supõe um grupo diretório e, comumente, um edifício ou estabelecimento físico de alguma índole, destinada a servir a algum fim socialmente reconhecido e autorizado… correspondem unidades como asilos, universidades, orfanatos, hospitais, etc.

O conceito de Psico-Higiene, de José Bleger, baseia-se na proposta de que o psicólogo deve ultrapassar a atividade psicoterápica, que visa o doente e a cura, e praticar a psico-higiene, que foca uma população sadia e a promoção da saúde. É preciso, então, novos instrumentos de trabalho – conhecimentos e técnicas que sirvam a este propósito.

É mencionado 6 tipos de instituição: 1 – instituições culturais básicas (família, igreja, escola); 2 – instituições comerciais (empresas comerciais e econômicas, união de trabalhadores, empresas do Estado); 3 – instituições recreativas (clubes atléticos e artísticos, parques, campos de jogos, teatros, cinemas, salões de bailes); 4 – instituições de controle social formal (agências de serviços sociais e governamentais); 5 – instituições sanitárias (hospitais, clínicas, campos e lugares para convalescentes); 6 – instituições de comunicação (agências de transportes, serviços postal, telefone, jornais, revistas, rádios).

O psicólogo deve focar sua atenção na atividade humana e no efeito dela. Assim, é preciso as seguintes informações: a – finalidade e objetivo da instituição; b – instalações e procedimentos com os quais alcançam os objetivos; c – situação geográfica e relações com a comunidade; d – relações com outras instituições; e – origem e formação; f – evolução, história, crescimento, mudanças, tradições; g – organização e normas que a regem; h – contingente humano que intervém nesta instituição; i – avaliação dos resultados do seu funcionamento (tanto para a instituição quanto para os integrantes dela).

O que caracteriza especificamente a psicologia institucional é o enquadramento da tarefa a ser feita e para isto devemos considerar 2 aspectos que estão inter-relacionados entre si: 1 – toda tarefa deve ser empreendida e entendida em função da unidade  e totalidade  da instituição; 2 – o psicólogo deve considerar a diferença entre a psicologia institucional (profissional contratado para prestar um serviço) e o trabalho psicológico em uma instituição (profissional como funcionário da empresa). Quando o psicólogo é funcionário da instituição, ele perde a neutralidade.  A psicologia institucional não pode ser exercida se o profissional for um funcionário, pois deixa de ser um mentor ou consultor. A impossibilidade de um funcionário exercer a função de psicólogo institucional deriva do fato de que poderia haver uma superposição e confusão no enquadramento, o que prejudicaria o trabalho a ser feito e comprometeria o resultado e a neutralidade deste.

Para o enquadramento (variáveis que limitam as atividades a serem exercidas pelo profissional para a instituição) deve-se considerar: 1 – tudo o que for feito, deve ser feito para unidade e totalidade da instituição; 2 – o psicólogo deve ter em mente a diferença entre psicologia institucional e o trabalho do psicólogo na instituição (como já mencionado acima); 3 – o profissional pode ser contratado para uma questão específica; 4 – a remuneração não pode comprometer sua independência profissional; 5 – fixar primeiramente o horário global da tarefa e depois os honorários.

O horário gasto na atividade deve estar de acordo com o número de pessoas envolvidas no trabalho a ser feito. Devemos também, considerar o tempo que será gasto fora da instituição, como o estudo do material recolhido, redação e protocolos.

Quando for feito o enquadramento, todas as questões devem ser esclarecidas totalmente, não restando nenhuma dúvida ou sub-entendido.

Os objetivos, da instituição, tanto explícitos e como implícitos, devem ser completamente esclarecidos ao profissional, assim como a finalidade para qual ele foi contratado.

Geralmente o motivo da consulta ao profissional, não é o problema, mas sim, um sintoma do problema real.

O conflito, não é algo necessariamente negativo. Torna-se negativo, se não for buscado a resolução dos problemas, se houver fuga ou se forem ignorados (estereotipias). Os conflitos propiciam o crescimento tanto da instituição quanto dos envolvidos. Ele é próprio da natureza humana, e nos encaminha para o desenvolvimento. Quando se supera o conflito, o resultado é algo melhor, algo mais desenvolvido que antes. A estereotipia não favorece a superação, é a ausência de conflito pela fuga ou esquiva da resolução dos conflitos presentes.

Somos formatados a partir das instituições. Somos algo, baseado no que fazemos, em nossos cargos, em nossas funções. Alterar algo dentro da instituição é alterar as bases das pessoas envolvidas nelas, é desestabilizá-las, e por isso, muitas vezes a psicologia institucional não é muito bem quista, por serem ameaçadoras. Trata-se de uma organização externa que reflete diretamente na organização interna das pessoas, e o que fazemos nos dá um lugar no mundo.

Para William James a identidade é compreendida desta forma: identidade = eu+mim, ou seja, o que eu faço, o que eu penso, minhas decisões + o que eu sou para o mundo, como os outros me vêem. E o eu, em alguma medida está depositado em situações e objetos externos.

As instituições acabam perpetuando os problemas pelos quais procuram um profissional. Como exemplo podemos analisar a questão de um hospital, que geralmente é doentio, ou então, o manicômio, que acaba por desintegrar ainda mais seus pacientes, também a prisão, que acaba por propiciar ao detento o aperfeiçoamento de novas técnicas de crimes.

Tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei, no qual, os profissionais registrados como Psicólogos trabalharão 30 horas semanais, ou seja, 6 horas por dia. Este projeto já foi aprovado na Câmara dos Senadores.

“Entendemos que a lei é que deve regulamentar a jornada de trabalho do psicólogo em todo o Brasil, a fim de contemplar, com a mesma proteção legal, profissionais sujeitos à mesma rotina e às mesmas pressões laborais”, argumenta o texto.

Para votar por este projeto clique na imagem acima e inclua seu nome e Email. Não é necessário colocar seu CRP.

Qualquer pessoa pode votar.

Faça sua parte e contribua para uma carga horária justa à categoria.

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Veja no site do CRP a Campanha ao Projeto

No site do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas há uma sessão especial para as práticas inovadoras da psicologia.

Psicologia em Álcool e outras Drogas ;

Atenção Básica à Saúde;

No sistema prisional;

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