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Psicologia Institucional e Psico-Higiene de José Bleger

Acredito ser importante começarmos definindo o que é instituição, portanto: “Organização de caráter público ou semi-público que supõe um grupo diretório e, comumente, um edifício ou estabelecimento físico de alguma índole, destinada a servir a algum fim socialmente reconhecido e autorizado… correspondem unidades como asilos, universidades, orfanatos, hospitais, etc.

O conceito de Psico-Higiene, de José Bleger, baseia-se na proposta de que o psicólogo deve ultrapassar a atividade psicoterápica, que visa o doente e a cura, e praticar a psico-higiene, que foca uma população sadia e a promoção da saúde. É preciso, então, novos instrumentos de trabalho – conhecimentos e técnicas que sirvam a este propósito.

É mencionado 6 tipos de instituição: 1 – instituições culturais básicas (família, igreja, escola); 2 – instituições comerciais (empresas comerciais e econômicas, união de trabalhadores, empresas do Estado); 3 – instituições recreativas (clubes atléticos e artísticos, parques, campos de jogos, teatros, cinemas, salões de bailes); 4 – instituições de controle social formal (agências de serviços sociais e governamentais); 5 – instituições sanitárias (hospitais, clínicas, campos e lugares para convalescentes); 6 – instituições de comunicação (agências de transportes, serviços postal, telefone, jornais, revistas, rádios).

O psicólogo deve focar sua atenção na atividade humana e no efeito dela. Assim, é preciso as seguintes informações: a – finalidade e objetivo da instituição; b – instalações e procedimentos com os quais alcançam os objetivos; c – situação geográfica e relações com a comunidade; d – relações com outras instituições; e – origem e formação; f – evolução, história, crescimento, mudanças, tradições; g – organização e normas que a regem; h – contingente humano que intervém nesta instituição; i – avaliação dos resultados do seu funcionamento (tanto para a instituição quanto para os integrantes dela).

O que caracteriza especificamente a psicologia institucional é o enquadramento da tarefa a ser feita e para isto devemos considerar 2 aspectos que estão inter-relacionados entre si: 1 – toda tarefa deve ser empreendida e entendida em função da unidade  e totalidade  da instituição; 2 – o psicólogo deve considerar a diferença entre a psicologia institucional (profissional contratado para prestar um serviço) e o trabalho psicológico em uma instituição (profissional como funcionário da empresa). Quando o psicólogo é funcionário da instituição, ele perde a neutralidade.  A psicologia institucional não pode ser exercida se o profissional for um funcionário, pois deixa de ser um mentor ou consultor. A impossibilidade de um funcionário exercer a função de psicólogo institucional deriva do fato de que poderia haver uma superposição e confusão no enquadramento, o que prejudicaria o trabalho a ser feito e comprometeria o resultado e a neutralidade deste.

Para o enquadramento (variáveis que limitam as atividades a serem exercidas pelo profissional para a instituição) deve-se considerar: 1 – tudo o que for feito, deve ser feito para unidade e totalidade da instituição; 2 – o psicólogo deve ter em mente a diferença entre psicologia institucional e o trabalho do psicólogo na instituição (como já mencionado acima); 3 – o profissional pode ser contratado para uma questão específica; 4 – a remuneração não pode comprometer sua independência profissional; 5 – fixar primeiramente o horário global da tarefa e depois os honorários.

O horário gasto na atividade deve estar de acordo com o número de pessoas envolvidas no trabalho a ser feito. Devemos também, considerar o tempo que será gasto fora da instituição, como o estudo do material recolhido, redação e protocolos.

Quando for feito o enquadramento, todas as questões devem ser esclarecidas totalmente, não restando nenhuma dúvida ou sub-entendido.

Os objetivos, da instituição, tanto explícitos e como implícitos, devem ser completamente esclarecidos ao profissional, assim como a finalidade para qual ele foi contratado.

Geralmente o motivo da consulta ao profissional, não é o problema, mas sim, um sintoma do problema real.

O conflito, não é algo necessariamente negativo. Torna-se negativo, se não for buscado a resolução dos problemas, se houver fuga ou se forem ignorados (estereotipias). Os conflitos propiciam o crescimento tanto da instituição quanto dos envolvidos. Ele é próprio da natureza humana, e nos encaminha para o desenvolvimento. Quando se supera o conflito, o resultado é algo melhor, algo mais desenvolvido que antes. A estereotipia não favorece a superação, é a ausência de conflito pela fuga ou esquiva da resolução dos conflitos presentes.

Somos formatados a partir das instituições. Somos algo, baseado no que fazemos, em nossos cargos, em nossas funções. Alterar algo dentro da instituição é alterar as bases das pessoas envolvidas nelas, é desestabilizá-las, e por isso, muitas vezes a psicologia institucional não é muito bem quista, por serem ameaçadoras. Trata-se de uma organização externa que reflete diretamente na organização interna das pessoas, e o que fazemos nos dá um lugar no mundo.

Para William James a identidade é compreendida desta forma: identidade = eu+mim, ou seja, o que eu faço, o que eu penso, minhas decisões + o que eu sou para o mundo, como os outros me vêem. E o eu, em alguma medida está depositado em situações e objetos externos.

As instituições acabam perpetuando os problemas pelos quais procuram um profissional. Como exemplo podemos analisar a questão de um hospital, que geralmente é doentio, ou então, o manicômio, que acaba por desintegrar ainda mais seus pacientes, também a prisão, que acaba por propiciar ao detento o aperfeiçoamento de novas técnicas de crimes.

Refém do Silêncio

Sinopse: Um psiquiatra recebe uma nova paciente que não deixa que ninguém a toque, não fala e que agrediu gravemente um homem. Na manhã seguinte, ele levanta e como sempre faz, tenta acordar sua filha, mas não a encontra. Percebe que a tranca da porta foi quebrada e sua filha sequestrada. Sua família está nas mãos de uma gangue que tem um vínculo com sua nova paciente. Ele terá que descobrir um número, mas somente ela sabe qual é. Sua filha corre risco de morte e o tempo conspira contra ele.

Este ótimo filme de ação, que nos prende em nossas cadeiras, foi analisado baseado na matéria de  Psicopatologia. Observamos os transtornos de personalidade e patologias da paciente e do líder da gangue.

Ela possui Transtorno de Estresse Pós Traumático com comorbidade do Transtorno Factício e Amnésia Dissociativa. Já o bandido tem Transtorno de Personalidade Anti-Social.

Nos próximos posts falaremos sobre as patologias da paciente, ou seja, Transtorno de Estresse Pós-Traumático ( já postado ), Transtorno Factício e Amnésia Dissociativa.

Transtornos Alimentares

Fazem parte desta classe de Transtornos a Anorexia Nervosa e Bulimia.

A Anorexia Nervosa é a indução à perda de peso. O peso corporal fica em média, 85% abaixo do esperado. O sujeito recusa-se a ganhar engordar.

O índice de massa corpórea sempre fica em menos de 17.5

Os critérios para que seja diagnosticado a Anorexia Nervosa são:

  1. Recusa em manter peso corporal;
  2. Medo intenso de ganhar peso ou engordar, mesmo estando abaixo do ideal;
  3. Perturbação no modo de vivenciar o peso e a forma do corpo (auto avaliação corporal completamente distorcida);
  4. Fica sem menstruar por três ciclos menstruais consecutivos.

A Bulimia acontece quando o sujeito tem episódios no qual come compulsivamente, não consegue se controlar e logo após tenta expelir o que ingeriu.

Os critérios para que seja caracterizado como Bulimia são:

  1. Indivíduo tem uma ingestão de alimentos por período ilimitado;
  2. Falta de controle (suja-se ao comer);
  3. Sujeito induz vômito, faz uso de laxante, diuréticos, jejum ou exercícios excessivos;
  4. Em média a pessoa tem que praticar esse ritual de comer compulsivamente e induzir o vômito por 2 vezes por semana, no mínimo por 3 meses.

Existe 2 tipos de Bulimia:

  • Purgativo: sujeito induz o vômito e faz uso de laxantes.
  • Não purgativo: o indivíduo faz jejum e exercícios físicos exagerados.

Na população geral o índice  para as mulheres é de 1% de Anorexia e 4 % de Bulimia, a cada 10 mulheres com estes Transtornos Alimentares, existe 1 homem que também se encontra nesta situação.

O início da Anorexia se dá sempre no início da adolescência, já a Bulimia é no início da fase adulta ou final da adolescência.

Nos pacientes bulímicos ocorre desenvolvimento de calos na superfície dorsal das mãos, erosão dentária e no estômago (devido à indução do vômito).

O paciente que é anoréxico pode desenvolver Transtorno Obsessivo Compulsivo e Fobia Social. Já o bulímico pode desenvolver alcoolismo e fazer uso de drogas.

Estes Transtornos Alimentares podem levar à morte.

Transtornos Somatoformes

Desta classe de Transtorno faz parte:

  • Somatização: São sintomas físicos inexplicáveis, dentro dos critérios médicos. Para que os sujeitos sejam diagnosticados com Somatização é preciso que haja 8 critérios: 4 sintomas de dor (Ex: dores diversas, ao urinar, dores no corpo, durante períodos menstruais e outras sem explicação médica); 2 sintomas gastrointestinais (Ex: intolerância a alimentos, diarréia e outras); 1 sintoma ligado à sexualidade (Ex: ejaculação precoce, dor durante a relação sexual, indiferença sexual etc); pseudoneurológicos (Ex: cegueira, paralisia de membros, formigamento, surdez etc).
  •  Transtorno Conversivo: São sintomas relacionados à neurologia e/ ou sensações. Ex.: cegueira, formigamento, não consegue andar, não sente frio. Mas um dado importantíssimo é que o sujeito não sente dor. É preciso que este quadro se configure em pelo menos 1 mês consecutivo. É preciso que não haja nenhuma outra condição médica.
  • Transtorno Doloroso: O sujeito sente dor em um ou mais locais anatômicos diferentes, em qualquer lugar do corpo. Ex: dor nas costas.
  • Transtorno Hipocondríaco: O indivíduo acredita que tem uma doença mais grave do que realmente tem e por isso se auto-medica. Ex: a pessoa tem uma simples dor de garganta e tem a certeza de que está com câncer na laringe.

Transtornos de Personalidade

Os Transtornos de Personalidade se subdividem em três grupos:

Grupo A, Grupo B e Grupo C.

Faz parte do Grupo A, os seguintes transtornos: Transtorno de Personalidade Paranóide, Transtorno de Personalidade Esquizóide e Transtorno de Personalidade Esquizotípica.

Ao Grupo B pertencem: Transtorno de Personalidade Anti-Social, Transtorno de Personalidade Borderline ou Limítrofe, Transtorno de Personalidade Histriônica e Transtorno de Personalidade Narcisista.

Já no Grupo C, podemos encontrar: Transtorno de Personalidade Esquiva, Transtorno de Personalidade Dependente e Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva.

De acordo com o DSM IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, estes transtornos seguem um padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que não se encaixam na expectativa da cultura do indivíduo, é ainda invasivo e inflexível. O início dá-se  na adolescência ou começo da fase adulta, provoca sofrimento e é estável ao longo do tempo.

Os indivíduos que se encaixam no Grupo A frequentemente parecem ser esquisitos ou excêntricos, os do Grupo B dramáticos, emotivos ou erráticos e no Grupo C  eles parecem ansiosos ou medrosos.

Vejamos mais especificamente cada Transtorno de Personalidade:

Grupo A:

  • Transtorno de Personalidade Paranóide: Os critérios para o diagnóstico são 7 e destes, é preciso que o sujeito tenha no mínimo 3 deles: 1 – suspeitas sem fundamentos suficientes; 2 – ter dúvidas infundadas acerca da lealdade das pessoas; 3 – relutar em confiar nos outros, pois acredita que as informações podem ser usada contra ele; 4 – sempre interpreta significados ocultos e ameaçadores às coisas; 5 – guarda rancor persistentemente; 6 – todo “ataque” é direcionado a ele;  7 – crê que sempre está sendo traído na relação amorosa.
  • Transtorno de Personalidade Esquizóide: Em relação a este transtorno também é necessário que o indivíduo possua ao menos 3 destas características para se enquadrar: 1 – não tem relacionamentos íntimos (como amigos, namorado, família etc); 2 – quase sempre opta por atividades solitárias; 3 – tem pouco ou nenhum interesse em experiências sexuais; 4 – tem prazer em poucas atividades; 5 – não tem amigos íntimos; 6 – mostra-se indiferente a críticas e elogios; 7 – demonstra frieza ou distanciamento afetivo.

 é preciso dizer que esta patologia não é a Esquizofrenia, mas as características são as mesmas do início desta. A Esquizofrenia possui três fases: 1ª prodrônica (que é o início da doença), 2ª ativa (aparecem os sintomas psicóticos, ou seja, as alucinações e delírios) e finalmente 3ª residual (desaparecem os sintomas psicóticos acima mencionados, estão brandos ou atenuados). O Transtorno de Personalidade Esquizóide não apresenta delírios e alucinações, este é o ponto diferencial.

  • Transtorno de Personalidade Esquizotípica: É necessário que a pessoa portadora deste transtorno possua pelo menos  5 das características abaixo apresentadas: 1 – idéias de referência (o sujeito se considera uma referência); 2 – crenças bizarras ou pensamentos mágicos (ex: comportamentos superticiosos, sexto sentido etc); 3 – experiências perceptivas incomuns (ex: sentem que seus orgãos internos estão se desfazendo, apodrecendo etc); 4 – pensamento e discurso bizarros; 5 – desconfiança ou ideação paranóide (sente-se perseguido); 6 – afeto inadequado (ex: bater em quem tenta o abraçar etc); 7 – aparência ou comportamento esquisitos; 8 – não tem amigos íntimos; 9 – apresenta ansiedade social.

Grupo B:

  • Transtorno de Personalidade Anti-Social: o nome deste transtorno foi recentemente alterado, antigamente o sujeito era conhecido como psicopata ou sociopata. Dos 7 critérios necessários para que se caracterize este transtorno, é preciso que se evidencie pelo menos 3: 1 – incapacidade para se adequar às normas da sociedade (comportamentos ilícitos); 2 – propensão para enganar outras pessoas; 3 – incapacidade para fazer planos para o futuro (este sujeito é muito impulsivo); 4 – comportamento de irritabilidade ao extremo (chega a partir para luta corporal); 5 – não respeita a segurança própria e de outros; 6 – tem comportamento laboral irresponsável (ex: não consegue honrar horários no trabalho); 7 – ausência de remorso. Acontece mais com homens do que com mulheres.
  • Transtorno de Personalidade Borderline ou Limítrofe: Esta patologia se encontra entre a neurose e a psicose. De 9 critérios, são necessários no mínimo 5 para o diagnóstico: 1 – faz esforço para evitar a sensação de abandono que sente (real ou imaginária); 2 – relacionamentos interpessoais instáveis (ele idealiza alguém e depois o desvaloriza e vice-versa);  3 – perturbação da identidade (instabilidade da auto-imagem e self); 4 – impulsividade em pelo menos duas áreas importantes de sua vida (amorosa, trabalho, estudos etc) (ex: gasta muito dinheiro, usa drogas etc); 5 – gestos e ameaça suicida (ex: auto-mutilação); 6 – instabilidade afetiva devido acentuada reatividade do humor; 7 – sentimentos crônicos e vazios; 8 – raiva inadequada (dificuldade para se controlar); 9 – ideação paranóide. É comum haver comorbidade com Episódio Depressivo Maior, Transtorno Distímico ou Transtorno de Ansiedade.
  • Transtorno de Personalidade Histriônica: Está relacionado à Histeria, e antigamente até era conhecido como Personalidade Histérica. É preciso 5 critérios destes abaixo para que o sujeito seja diagnosticado com esta doença: 1 – sente-se desconfortável quando não é o centro das atenções; 2 – sua relação com o outro é estabelecida com um comportamento sedutor e provocante; 3 – é superficial em suas emoções; 4 – utiliza a aparência física para chamar a atenção para si; 5 – seu discurso é imprecionista (gosta de imprecionar); 6 – é dramático;  7 – é sugestionável (facilmente influenciado pelos outros e circunstâncias); 8 – considera os relacionamentos mais íntimos do que na verdade são.
  • Transtorno de Personalidade Narcisista: São indivíduos extremamente egoístas, auto-absorvidos e possuem sentimento de grandiosidade. 5 destes critérios é preciso neste transtorno: 1 – sentimento de grandiosidade em relação a si próprio; 2 – preocupação com fantasia de ilimitado sucesso; 3 – crença de sempre se achar especial; 4 – auto-admira-se excessivamente; 5 – presunção; 6 – tira vantagem alheia para alcançar seus próprios objetivos; 7 – não consegue se colocar no lugar do outro; 8 – senti inveja ou acredita que é alvo de inveja; 9  – comportamento arrogante ou insolente.

Grupo C:

  • Transtorno de Personalidade Esquiva: São pessoas inibidas, introvertidas, ansiosas e com auto-estima baixa. Pode apresentar comorbidamente Fobia Social. Dos 8 critérios a seguir, é preciso que o sujeito se encaixe em pelo menos 4 deles: 1 – evita atividades ocupacionais que envolva relacionamentos interpessoais; 2 – demora para se envolver com outras pessoas; 3 – é reservado em seus relacionamentos íntimos; 4 – tem medo de críticas; 5 – sente-se inibido sem situações interpessoais; 6 – vê-se como inapto socialmente; 7 – possui dificuldades em assumir riscos pessoas.
  • Transtorno de Personalidade Dependente: Pais super-protetores geralmente criam filhos que possuem esta patologia. É preciso que esta pessoa tenha no mínimo 5 critérios dos seguintes: 1 – dificuldade em tomar decisões diárias (precisa da aprovação alheia); 2 – necessidade de que os outros assumam responsabilidades que seria sua; 3 – dificuldade de iniciar projetos ou fazer coisas por conta própria; 4 – dificuldade em expressar discordância dos outros (possui medo de perder a aprovação e o apoio dos outros); 5 – vai a extremos para obter carinho e apoio; 6 – incapacidade de cuidar de si quando está só, pois sente-se desamparado; 7 – busca no relacionamento carinho e amparo (pode chegar a fazer novos relacionamentos rapidamente para não ficar sozinho); 8 – preocupação irrealista de ser abandonado, deixado a própria sorte. Há possibilidade de haver comorbidade com Transtornos do Humor e Ansiedade. Dá-se mais em mulheres do que em homens.
  • Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva: Devemos também frizar que este não é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Esta pessoa acredita que sempre está certa e seu comportamento é o mais adequado. Dos 8 critérios abaixo, é preciso que haja pelo menos 4 deles: 1 – preocupação extrema com detalhes; 2 – é perfeccionista na conclusão de tarefas; 3 – é extremamente devotado ao trabalho e produtividade; 4 – tem inflexibilidade de moral (muito moralista); 5 – guarda vários objetos que não utiliza; 6 – é relutante em delegar tarefas para outros (apenas se for do jeito que ele considera correto); 7 – adota postura miserável em relação a dinheiro, mesmo que tenha alguns privilégios financeiros; 8 – é teimoso e rígido. O diferencial do Transtorno Obsessivo-Compulsivo é que este sujeito não pratica atos repetitivos, ou seja, compulsões.

Se você se encaixou em alguns destes transtornos ou conhece alguém que se encaixe, não se desespere, infelizmente quase ninguém escapa deles, mas procure a ajuda de um profissional, ok?

Lições de Psicodrama

Estamos usando-o no estágio da Faculdade como referência.

Pra quem quer conhecer as técnicas psicodramáticas de Levy Moreno, este é o livro certo.

A Ilha do Medo

Sinopse: Em 1954 uma perigosa assassina foge de um Hospital Psiquiátrico que fica na Ilha Shutter. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e seu parceiro  são chamados para investigar o caso. No entanto, ao chegar à Ilha, eles encontram um cenário loucamente perturbador, e se vêem presos devido a um furacão. A partir de então, tudo já não parece mais ser o que era.

Trailer

O Filme é excelente! É um daqueles filmes que não dá pra ver somente uma vez.

Acredito que o título traduzido para o português “A Ilha do Medo” do original “Shutter Island” é perspicaz. Quando ouvi falar deste filme pensei: “não gosto de filmes de terror, não vou assistir”, no entanto, o terror não é a questão neste filme, e sim o medo. Medo interno, medo que cada um tem dentro de si. Sendo assim eu pergunto: “VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

O que se pode analisar neste filme além do que fica muito óbvio no final  é a teoria Psicodramática. Não entrarei em maiores detalhes, pois posso acabar com o interesse de quem quer assistir, e eu o recomendo, pois é realmente espetacular, mas se você quer conhecer melhor estas técnicas dê uma lida no livro “Lições de Psicodrama” e acesse o link.