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Neurose ou Psicose?

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Em um texto de 1924, Freud postula que:

A neurose se trata de um conflito entre o ego e o id. Tem origem quando o ego se recusa a aceitar um forte impulso instintual do id, ou, de recusar a encontrar algo que possa ser um motor e/ou escoador deste impulso, ou ainda, o ego proibir este impulso para o objeto a que ele se destina. Em todos os casos, o ego se defende deste impulso utilizando o mecanismo de repressão, e por sua vez, o que foi reprimido luta para não ser reprimido, gerando uma luta interna, que acaba em sintoma. Quando o ego descobre o que ameaça seu equilíbrio, continua a lutar, mas agora, contra o sintoma, e tudo isso se torna uma neurose. Toda esta luta está sob às ordens do superego, que, por sua vez, tem origem do mundo externo. Então o ego entra em conflito com o id, tomando partido do superego e da realidade.

A psicose é um desfecho análogo de um distúrbio semelhante nas relações entre o ego e o mundo externo. O mundo exterior não é percebido de forma alguma, ou, quando percebido, não possui qualquer efeito sobre o ego. Este ego, então, cria um novo mundo interno e externo e estes mundos são construídos a partir dos desejos impulsionais do id. O motivo para esta rejeição do mundo externo é alguma frustração muito séria de um desejo, causada pela realidade, frustração que parece intolerável. O id então, fala mais alto que o ego, e o direciona. O delírio, seria um remendo no lugar de onde apareceu o buraco na relação entre o ego e o mundo externo.

Freud também menciona sobre as psiconeuroses narcísicas, que aparecem como conflitos entre o ego e o superego, que seria, por exemplo, a melancolia.

Em resumo: as neuroses são conflitos entre o ego e o id; as psicoses entre o ego e o mundo externo; e por fim, as neuroses narcísicas como conflitos entre o ego e o superego.

A Morte de Ronald McDonald

“Centenas de médicos americanos participam de uma campanha para proibir a rede McDonald’s de promover seus produtos entre as crianças e forçar a gigante do fast food a eliminar seu mascote, o palhaço Ronald McDonald. “

Veja a matéria completa.

Por uma incrível coincidência, nós assistimos hoje, na aula de Psicologia Aplicada à Educação, um documentário excelente do Conselho Regional de Psicologia que mostra como a mídia ataca as crianças com suas propagandas para que elas se tornem consumistas.

Vimos como a infância tem se perdido em meio ao conceito de “você precisa comprar pra ser feliz”. As crianças preferem ir ao shopping do que à praia, preferem comprar do que brincar e outros diversos sinais de como o consumismo, impulsionado pela mídia, tem invadido a tenra idade de nossos filhos e os levado ao conceito de ter pra ser. E uma das coisas que este documentário aborda são as propagandas dos alimentos. As crianças não conhecem alimentos naturais como berinjela, pepino, manga, mas reconhecem de longe os pacotes de salgadinhos.

Devemos repensar o que temos oferecido aos nossos filhos.

Não contrate a babá eletrônica chamada televisão pra cuidar de seus filhos.

E para complementar este post, clique aqui e veja um vídeo com a posição oficial do Conselho Regional de Psicologia